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Investigação contra professora suspeita de agredir aluno com autismo em escola não avançou após dois anos, reclama família

Investigação contra professora suspeita de agredir aluno com autismo não avançou Familiares de uma criança com autismo reclamaram da falta de avanço em um...

Investigação contra professora suspeita de agredir aluno com autismo em escola não avançou após dois anos, reclama família
Investigação contra professora suspeita de agredir aluno com autismo em escola não avançou após dois anos, reclama família (Foto: Reprodução)

Investigação contra professora suspeita de agredir aluno com autismo não avançou Familiares de uma criança com autismo reclamaram da falta de avanço em um processo em que uma professora é suspeita de agredir o menino em uma escola de Fortaleza. O caso aconteceu em fevereiro de 2024, quando o menino tinha sete anos. Após dois anos, a família disse que não houve sequer a primeira audiência do caso. A família denunciou que o menino, que tem autismo, teria sido empurrado contra uma parede e agredido verbalmente por uma professora em uma escola pública da capital cearense. O caso aconteceu na Escola Liduina Correia Leite, no bairro Pici. Conforme a família, a única movimentação do caso foi a conclusão do inquérito policial. O g1 entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social sobre o inquérito, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. O Ministério Publico do Ceará informou que o processo instaurado em 2024 tramita na 13ª Vara da Fazenda Pública. “O MP foi intimado pela Justiça para comparecer à próxima audiência no dia 15 de abril para atuar na defesa dos direitos do menor”, disse o órgão ministerial. O Tribunal de Justiça do Ceará disse que processo referente ao caso está em tramitação regular na Vara Especializada em Crimes Contra a Criança e o Adolescente da Comarca de Fortaleza. “A denúncia foi ofertada em dezembro de 2025 e a ação está com prazo para a resposta à acusação. O caso está em segredo de justiça e mais informações não podem ser repassadas”, argumentou a Justiça. Já a Secretaria Municipal de Educação (SME) de Fortaleza disse que, em 2024, abriu um processo investigativo interno para apurar o caso. O órgão municipal disse que não foram encontradas provas que comprovassem a agressão denunciada. Por isso, acionou o Ministério Público para que uma apuração mais detalhada fosse realizada. A SME informou que a professora segue trabalhando na rede municipal de educação, mas não repassou se ela segue trabalhando na mesma escola. Revolta da família O g1 conversou com Diôgo Gonçalves, pai do menino que teria sido agredido. Entre as reclamações, ele destacou a falta de respostas efetivas dos órgãos públicos durante esse dois anos. “A cada dia que passa é muito angustiante para a gente; como pai, como mãe, como familiares também, os que são mais chegados ao Apolo. É uma situação muito revoltante, é uma situação angustiante, porque já vai fazer dois anos e não se resolve. A gente não recebe retorno algum”, reclamou o pai. “A gente se sente impotente, sente que a Justiça não funciona, porque ninguém, ao menos, liga pra que o Apolo passou. Ninguém também está interessado em resolver. Depois do ocorrido, e durante o período que ele estudou na Escola Liduina Leite, o Apolo era uma criança que não queria ir pra escola, de jeito nenhum. Ele era muito resistente em ir à escola, muito provavelmente pelo tratamento que ele recebia por parte da professora”, denunciou o pai. Conforme Diôgo, a situação, inclusive, atrapalhou o processo de aprendizado da criança. O menino, após o caso, trocou de escola e atualmente é acompanhado por uma tutora na instituição nova. “A gente não pode normalizar situações como essa, por que quantos pais, quantas mães estão sofrendo por terem filhos com neurodivergência e passam por situações semelhantes a que eu passei com meu filho ou até piores?!”, reforçou Diôgo. 'Remédio pra doido é outro doido' À época da denúncia, a família disse que o motivo da agressão teria sido porque a criança estava falando palavrões em sala de aula. Um colega de classe disse que a professora estaria muito estressada, teria pegado com bastante força a mão do menino, pressionado ele contra uma parede (janelão de vidro) e dito: "Você vai aprender a me respeitar agora. Remédio pra doido é outro doido". O caso aconteceu no fim de fevereiro de 2024, mas a família ficou sabendo apenas no dia 8 de março do mesmo ano — data em que registrou um boletim de ocorrência. A família, em 2024, disse que teve acesso a documentos feitos pela escola mostrando que a professora tinha um histórico "problemático", com outros relatos de abusos. Questionada, a professora disse que não lembrava do caso e negou as acusações. Na época, ela disse que aceitaria ajuda psicológica e que se afastaria das atividades. A identidade da professora não foi repassada. Pai denuncia agressão contra criança com autismo em escola Assista aos vídeos mais vistos do Ceará